Molda-me
“Já não sou digno de ser chamado teu filho;
trata-me como um dos teus trabalhadores.”
(Lucas 15:19).
Um manuscrito Vaticano Borgiano Arábico 95, copiado em 885. Nesta versão, a palavra “faz de mim”, inserida no versículo 19 citado acima é traduzida como isna’ni. Esta tradução, portanto, pode ser traduzida como “molda-me”. O pródigo ao retomar a consciência de suas ações deseja apresentar-se ao pai disposto a ser como um dos seus trabalhadores. Ser um trabalhador lhe daria o direito de ter um salário, ser livre e não seria um peso para o pai e nem traria problemas para o irmão mais velho que tinha direito a herança dupla.
As Circunstâncias, as lições e surpresas que vida oferece haviam a certo nível trazido o jovem rapaz ao um novo começo. Porem, o amor do pai foi além, do que esperava, quando de longe o pai o avistou correu, abraçou e nem ao menos o filho conclui suas palavras, o pai pede aos servos que lhe tragam roupas novas como sinal de reconciliação, o anel sinalizando que merece confiança, sapatos sinal que é um homem livre na casa, e não um servo. Arrependido o jovem deseja ser apenas ser um servo livre e o pai lhe concede Graça indo ao seu encontro e protegendo-o das hostilidades que a comunidade poderia lançar sobre.
Mas o que chama atenção na palavra “molda-me” é que ela nos remete a pensar no barro quando já pronto para ser moldado em um vaso. ...Molda-me como um dos teus trabalhadores... Precisamos estar com coração sempre pronto ao arrependimento e sermos assim moldados a semelhança de Cristo, sendo seu imitador.
Essa parábola mostra sinas do caráter de Deus na conduta deste pai terreno, porque maior amor do que este somente o amor de Deus o Pai revelado em Cristo Jesus entregando Seu único filho para morrer por nós naquela cruz.

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